Para quem me conhece de anos, sabe que comecei na vida de “tecnologia” quando eu obtive o meu Samsung E900, que não era Smartphone. E foi aí que eu tive a curiosidade de ter um aparelho que levasse uma experiência mais completa que meu limitado – mas bem usado – E900. E eram poucas as opções do tempo; Ou era Nokia/Symbian ou pegava-se um Windows Mobile, e admito que para o Windows Mobile não tinha-se lá tantos elogios. Foi aí que decidi comprar o meu primeiro Smartphone, um Nokia e com o Symbian: o grande Nokia N95-1.
Samsung E900
O aparelho era tudo que se esperava dele, boa câmera, bom hardware mas pecava na duração de bateria; o que foi melhorando nas atualizações disponibilizadas com o tempo. E foi graças a boa experiência que tive com este Nokia que decidi ter, aos poucos, todos os N-Series e conhecer o máximo sobre eles. Foi daí que eu tive o prazer de ter o Nokia N80, Nokia N73 ( que até hoje, é um dos poucos celulares que respeito para fotos ), o pouco vendido Nokia N82, Nokia N81 (que tive mais pelo design e a promessa de jogos..), Nokia N76, Nokia N96 (que pensei ser um substituto ao Nokia N95 mas me enganei), Nokia N85 – que era um Nokia N95 remodelado. E tudo isso mesmo com o iPhone do lado, já existindo.

Para mim, o Symbian era fácil e prático. Tinha diversos aplicativos disponíveis e possuía uma câmera de fazer inveja, em boa parte de seus aparelhos. Mas ainda na minha curiosidade, decidi ter o Nokia E71, que até hoje está no topo dos aparelhos que mais recomendo a comprar – mesmo com os anos pesado sobre ele. “Fantástico” foi o que eu disse após passar as três primeiras horas e sabia que ele seria o aparelho ideal para me manter conectado, lendo emails, messengers e até mesmo conversando com os amigos pelo Twitter através do Gravity. De tão bom que ele foi, decidi ter ainda mais 2 aparelhos E-series como “principais“: Nokia E63 e o Nokia E72.
Quando o Symbian lançou o seu primeiro smartphone toque na tela, eu fui logo atrás de ter o meu Nokia Tube, nome “fantasia” do grande Nokia 5800 Xpress Music, que alguns até chamaram de “iPhone Killer“. Grande aparelho sem dúvidas e eu o adorava.
Mas o 5800 não era um N-series, sua câmera não era tão boa quanto o meu N96, N85 ou até mesmo a de um N73. Era quebra-galho mesmo. E quando eu vi, pela primeira vez, o Nokia N97 me apaixonei; ele era tudo que o 5800 devia ter sido mas com um teclado físico. E de fato, o teclado virtual do Symbian era uma porcaria e com um teclado físico completo (QWERTY) eu esperava (muito) ter o mesmo desempenho do E-Series e um N-series. Finalmente era um sonho se realizando.
Mas quando o Nokia N97 foi lançado e comprado, veio as dores de cabeça. Ele era uma bomba, na verdade. Quase nada parecia funcionar como se esperava, nem chegava aos pés do que ele poderia ter sido. O Software parecia um “beta”, cheio de problemas (bugs) e o aparelho também lembrava um protótipo. Triste. Eu que sempre tive o Symbian como sistema operacional predileto na hora da troca, estava me sentindo desiludido com um aparelho como o N97 nas mãos.

Decidi passa-lo e com a decepção, passei todos os outros Nokias que tinha, com exceção do N95, lógico, e migrei para meu primeiro Android, o Samsung Galaxy Lite além de comprar meus primeiros iPhones: o Classic (2G) e o iPhone 3GS.

Passei um tempo com o Android, que durou pouco, pois no mundo do robozinho verde tudo muda em questões de meses e um topo de linha hoje, daqui a poucos dias pode ser mais um. Nesse tempo, de Android, eu tive um Milestone depois do Galaxy Lite não me arrependi pela troca para o Motorola, mesmo sendo um “smartphone de idoso” para alguns.
Porém, a Nokia surpreendeu todo mundo e decidiu lançar o Symbian^3 e um novo smartphone: o Nokia N8. Era tudo muito legal até a primeira demonstração do novo sistema operacional Symbian; eu pensei que era novo e não um tema. Outra decepção, eu pensei, e critiquei isso. Eu realmente esperava mais da Nokia.
Mesmo com a cara torcida, e com um iPhone 4 nas mãos, decidi ter um Nokia novamente e tentar suprir todas as necessidades que eram atendidas pelos Androids e iPhones. Apenas usar Nokia, poderia ser fácil; ora, ela antes do Nokia N97 me atendida perfeitamente. Mas me enganei, novamente.
Comprei um Nokia N8 assim que ele lançou. Fui um dos primeiros a tê-lo, com orgulho, e nas fotos, ele realmente era “a máquina“. Mas eu já não ligava tanto para câmera de celular, tinha uma câmera profissional em casa e um amadora para outros momentos. Para mim era importante ser social, compartilhar informações e imagens pelas redes sociais e com meus amigos, ter um cliente de email prático e eficiente e uma navegação web próxima ao que eu tinha em um computador. E um Symbian não me oferecia isso, não mais. Depois que experimentei o iOS e o Android, o Symbian me pareceu uma carroça presa em um passado remoto, aquele mesmo tempo em que decidi comprar um Nokia N95 e entrar no mundo dos smartphones.
Eu não me sentia satisfeito com o Nokia Email, não me sentia feliz em usar o Social e somente o Gravity se salvava. Mas nem mesmo o melhor cliente Twitter disponível para versões móveis poderia salvar a experiência do Symbian^3 como um todo já que permanecia com aquele maldito teclado virtual. Depois de usar o do iOS e o Android, aquele teclado “solução” da Nokia só ficou ainda pior de se usar para mim.
Graças aos sites e blogs que leio, soube do Symbian Anna e do Belle. Ótimas promessas e esperei que elas fossem lançadas. A Nokia prometeu que ela, o Symbian Anna, seria breve mas não foi. Demorou meses e chegou apenas recentemente. O Symbian Belle, ainda não foi lançado oficialmente mas deverá ser lançado daqui a 2 dias. Muito legal para quem ainda não se arriscou na custom.

Por mais que os usuários do Symbian estejam felizes em usar o Anna ou o Belle custom em seus aparelhos, o sistema operacional ainda está atrasado. Não bate de frente e nem do lado do iOS ou do Android, nem mesmo do novato Windows Phone 7.
Olhando por esse lado, de blogueiro e usuário, eu decidi vender o meu Nokia N8 e dizer adeus ao Symbian de vez. Mas antes de decidir de fato, ainda esperei por um sinal, uma notícia dizendo que a Nokia ainda acreditava no sistema operacional que ela mesma se dedicou em anos. Mas isso não ocorreu e nem irá ocorrer.
O Symbian está na UTI, e eu já falei disso a um ano. E hoje eu tenho absoluta certeza disto. Não adianta mais se iludir com essas atualizações e lançamentos de aparelhos, como o Nokia E6. O Symbian não chegará a mostrar todo o seu potencial, tudo aquilo que muitos (e inclusive eu) esperavam. Comprar algum modelo hoje, acima de R$ 1mil, é gasto de dinheiro e não um investimento em lazer, produção ou qualquer outra coisa que você queira, infelizmente.
Então eu esperarei. Eu estou dizendo adeus ao Symbian mas não a Nokia e aguardarei por seus modelos Windows Phone 7, torcendo para que eles realmente sejam tudo aquilo, sejam uma força a bater de frente com o Android e o iOS e justificar, acima de tudo, o abandono da finlandesa para o Symbian.
Enquanto isso, eu vou bem, muito bem na verdade. Com meu iPhone 4, e já aguardando o iPhone 5, como também preparando o bolso para a compra do Milestone 3 da Motorola. E se a Nokia me decepcionar, não será grande coisa já que terei em mãos ótimos aparelhos também.