Apesar do crescimento inegável da plataforma móvel do Google no mundo, e de suas parceiras estarem fabricando cada vez mais aparelhos fantásticos por preços que atendem à quase todos os bolsos, no Brasil devemos olhar bastante antes de optar por um aparelho com o Android.
Com preços convidativos, suporte a milhares de aplicativos e jogos, promessas de customização e ter uma tela similar ao do iPhone (que na verdade se trata da tela Capacitiva) muitos usuários vêm comprando modelos com o Android a torto e direito, que muitas vezes estão vindo com versões ditas como “atrasadas” ou que estão prestes a ficarem “velhas” – lógico, isso de acordo com a mídia de tecnologia e a própria Google. Pois bem, comprar um robozinho verde no Brasil ainda é um dilema dos grandes, já que é o pós-venda a razão da preocupação geral da população.
É frustrante você comprar um aparelho hoje e saber que daqui a poucas semanas ele não será mais o mesmo pois terá algum aparelho igual (em especificações) ou até melhor pelo mesmo preço ou com diferença quase mínima. E isto irrita ainda mais quando a diferença se resume apenas na versão do sistema operacional ou quando este é atualizado porém favorecendo os modelos mais caros das fabricantes; que me desculpem os entusiastas, não representam tanto quando olhamos de forma crítica e sistemática os gráficos de crescimento do Android.
No Brasil, ao menos na maioria dos casos, é o que acontece. Aparelho vem, aparelho vai (alô, Milestone 2 e o novo Milestone 3), muda uma coisa aqui e ali, com uma nova e “incrível” versão do Android e BOOM! o aparelho lançado antes, mesmo possuindo hardware para a nova versão, fica de lado quando não é simplesmente ignorado por questões de demanda (cof, cof).
Então, olhando todos esses fatos que foram cometidos no passado e ainda são realizados no presente – e torço para que no futuro eles se encerrem de vez – comprar um Android no Brasil é uma tarefa que exige bastante cautela e observação, além, também, de um senso crítico a cerca de seu comportamento como consumidor. Portanto, antes de comprar ou cogitar a compra de um smartphone com Android no Brasil, tente responder algumas simples perguntas para evitar que arrependimentos ou irritações no futuro:
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Você comprará um aparelho Android por ser um smartphone que te agrada (em recursos) ou porque você queria um iPhone e não tem dinheiro (ou não tem no estoque da sua operadora) para comprar um?
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Para você, é importante estar sempre com o mais moderno (seja sistema operacional, hardware ou whatever) ?
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Para você o importante é o que faz com o aparelho e o quanto ele te auxilia na produção do dia-a-dia (escola/faculdade/trabalho) e não o valor que ele terá daqui a alguns meses ou mesmo quais novos e fantásticos modelos estarão à venda pelo preço que você pagou no seu Android?
Se você respondeu a essas perguntas e não se importa com a versão do sistema operacional – desde que ele funcione – , com os novos modelos que irão surgir pouco tempo depois de você comprar o seu Android e principalmente estar nem aí para o iPhone, o robozinho verde do Google poderá ser um ótimo amigo e suas chances de se arrepender após um certo tempo de compra será mínima.
Mas se você tiver interesse no iPhone porém não tem dinheiro para ele, ligar em ter o topo de linha em mãos e não ligar para o quanto você gaste no seu aparelho, desde que tenha sempre o melhor, você também pode ter um modelo com o sistema móvel do Google. Contudo, fique ciente de que os Android que você terá que ter não serão nem um pouco barato.
Agora fica ao seu critério e necessidade a compra ou não se um smartphone com Android. Eu particularmente sou usuário desde fantástico sistema operacional desde a aquisição do Samsung Galaxy Lite mas estive ciente, desde já, dos obstáculos que eu enfrentaria para ter uma versão melhor do sistema.
Espero que muito em breve as atualizações mais recentes da plataforma cheguem em todos os aparelhos, como o iPhone (tá ok, nos modelos de 3 anos para cá) e não apenas alguns e que principalmente chegue em todos os países, não somente os EUA ou a Europa, como aconteceu e acontece até hoje.
E sinceramente, temo pelos consumidores brasileiros quando for lançado o Ice Cream Sandwich, daqui a poucos dias (dia 19 de outubro). Se está política errônea continuar, até mesmo os modelos conhecidos por nós como topos de linha, como o Samsung Galaxy S II, pode sofrer com a falta de atualização em prol de um novo modelo que terá está versão mais recente vinda de fábrica como argumento de troca/venda, o que virou uma modalidade comum entre as fabricantes de aparelhos desde o Windows Mobile/Symbian.
Como a esperança é a última que morre – e ainda temos o agravante de sermos brasileiros e desistimos quase nunca – vamos torcer para que esta nova versão, universal (servindo tanto para Tablet quanto para smartphones) chegue o mais rápido a todos os usuários do mundo.










