Capa dos principais jornais do mundo, por quase uma semana, a serie de terremotos seguidos por tsunamis no Japão afetam também a vida das grandes empresas, como a Apple.
De acordo com o AppleInsider, as empresas de pesquisa e investimento, a serviço da maçã, tentam quantificar o efeito que os recentes desastres na terra do sol nascente terá para a Apple, afetando a sua capacidade de produção de seus produtos e entre eles, o iPad 2. Em recente relatório, foi identificado cinco principiais componentes da segunda geração do tablet que poderão ser atingidos:
- NAND FLASH, que tem como a fabricante Toshiba;
- Memória DRAM (dynamic random) feita pela Elpida Memory Inc;
- A bússola eletrônica, da AKM Semiconductor;
- A tela sensível ao toque, em sua parte de revestimento de vidro, que é fabricado, provavelmente, pela Asahi Glass Co;
- A bateria, que é fabricada pela Apple Japan Inc.
De acordo com Andrew Rasweiler, analista da iSuppli, acredita-se que alguns destes fornecedores já tenham informado que suas instalações foram danificadas e o fornecimento de todas essas peças possam ser afetadas, pelo menos em algum grau, por questões logísticas que assolam nas mediações próximas a zona do terremoto.

Mas especificamente, Rasswelier diz que os fornecedores devem encontrar dificuldades na obtenção de matéria-prima, fornecidas e distribuídas, bem como no envio dos produtos para fora do Japão. As fábricas também estão enfrentando dificuldades com a ausência de empregados, por causa de problemas com o sistema de transporte e abastecimento.
Porém, a Apple tem um caminho alternativo para se conseguir, ao menos para se conseguir NAND’s Flash e DRAM, já que os mesmos são ofertados por outras fabricantes, mas o que deve causar o maior impacto, pelo menos a curto prazo para a maçã, são os três demais componentes do iPad 2.
O fornecimento da bússola (compass) e da tela de vidro( ou touchscreen), pode se revelar uma tarefa mais problemática. Apesar da AKM der dito que suas fabricas não foram atingidas pelos terremotos, os despachos das peças podem sofrer atrasos devido aos problemas de logísticas que o país (Japão) está sofrendo no momento. E mesmo que a bússola seja oferecida por outras fontes, como a Yamaha e a Aichi Steel, esse componente não são de fácil substituição.
“A calibrarão da bússola eletrônica é complicada por uma série de razões.” Declarou Jérémie Bouchaud, diretor e principal analista de MEMS e sensores em IHS. “As bússolas são sensíveis às interferências eletromagnéticas. Além disso, o iPad 2 possui uma bússola que funciona estreitamente em sincronização com o acelerômetro e o giroscópio. Por isso, se torna impossível uma substituição de fabricante.“
Já no quesito bateria, mesmo que se leia (quase que constantemente) “Made in China”, esse rótulo se atribuí para a bateria completa.
“Normalmente, as células da bateria são feitas no local de montagem, mas devido a extraordinária bateria fina do iPad 2, acredita-se que esta requer pilhas avançadas de íon-lítio que reside somente no Japão.” Diz Wayne Lam, analista sênior de análise da concorrência para IHS.
Talvez pelos efeitos pós-catastrofe japonesa que haja hoje uma baixa significativa de iPad 2 nas prateleiras das lojas. (Eu) duvido muito que a Apple tenha cometido o mesmo erro duas vezes e de forma seguida, isso não faz o perfil dela, como alguns sites especializados especulam.
Tudo depende, agora, do plano B da maçã (se houver) de reposições de peças a fim de que não haja atrasos na distribuição mundial do iPad 2. Odiaria ter que esperar até o final do ano (se eu for muito otimista, lógico) para ter o meu iPad de segunda geração e selo da Anatel em mãos.














































