Em questão de hardware, o Android está dando todo tipo de “banho” na concorrência. De longe vejo algum aparelho surpreendentemente como encontro nos equipados com o sistema móvel do Google. Porém, mesmo com processadores ultra-rápidos, memórias RAM próximas aos Netbooks vendidos por aqui, a taxa de rejeição do Android se encontra entre 30% à 40% dos usuários.
Se vocês olharem superficialmente, provavelmente não acharão motivos para uma taxa tão alta. Para se ter uma idéia prática na época do antennagate do iPhone 4, a taxa de rejeição do smartphone da Apple foi 1,7%. Mas, o que há de errado com o Android?
A plataforma é um paraíso, sem dúvidas, para os usuários avançados já que como ela é construída em um código aberto, a flexibilidade e personalização são bastante acentuadas nesse sistema. Contudo devemos olhar bem para o mercado: a grande maioria dos consumidores são usuários médios, que utilizam a tecnologia para fins de ganho – ou aumento de determinada produção -, seja audio-visual, social e etc.
Para esse grupo gigante de usuários, o Android é complexo. E bem fundamentado se ainda colocarmos as “milhares” de versões disponíveis no mercado do mesmo sistema e a falta ou atraso nas atualizações para modelos já lançados.
Mesmo que o Google tenha firmado acordos com as fabricantes e operadoras, visando garantir uma garantia de atualizações para dispositivos já lançados, o medo do consumidor ainda é grande, especialmente no Brasil, de ficar na mão após a compra de um aparelho.
Os outros dois fatos que podem estar atrapalhando a aceitação do Android pelos usuários médios é a presença de malware – ou vírus, se preferirem- na loja de aplicativos Android Market e também dos contínuos lançamentos de aparelhos cada vez mais “monstruosos“, com telas maiores, processadores maiores e assim por diante, fazendo que os consumidores acabem trocando de aparelho devido a tanta instabilidade passada pela Google, que é gerada pela sua pressa e consequentemente, também, das fabricantes.
Como usuário avançado do Android, estou satisfeito. Mas e você, o como anda a sua satisfação com a plataforma?
Fonte: TechChrunch














