O ano de 2010 trouxe uma nova necessidade aos consumidores, que cada vez mais buscam praticidade em suas vidas, implementado ao mercado um produto chamado Tablet. Tudo começou (da forma que conhecemos hoje, ao menos) com o iPad da Apple.

Após o sucesso do iPad, todas as fabricantes quiseram pegar uma fatia de mercado. Algumas lançaram seus produtos ainda no mesmo ano, vide a Samsung com o seu Galaxy Tab, outras preferiram entrar na briga esse ano, como a LG, Motorola e a RIM, onde poderiam pensar em projetos mais ousados e que de fato, em teoria, poderia levar uma experiência mais próxima a um PC.

Bem, esse ano temos processadores dual-core no mercado e os tablets estão se favorecendo desse avanço (como o Motorola Xoom e o Samsung Galaxy Tab II) além de recursos como filmagem em HD (1080p) e até o amadurecimento dos sistemas operacionais (como o Android com o seu HoneyComb e o iOS no iPad – que suporta, agora, a multi-tarefa). Tudo indica que esse será o ano em que teremos novidades mais agressivas tanto no segmento de tablets (Como o LG Optimus Tab – o primeiro tablet com suporte a tecnologia 3D) como no segmento de smartphones.


Porém tudo tem um custo em um mundo capitalista, certo? Do mesmo jeito que cresceu a agressividade das fabricantes em mostrar um “diferencial” nos seus produtos e assim despertar o interesse do consumidor, cresceu o valor desses “brinquedos“. Para muitos em 2010 o iPad se tornou um sonho impossível de se ter, imediatamente, lógico, devido ao seu preço alto (média de R$1649 no Brasil na versão Wifi de 16GB) e próximo a de notebooks “comuns“,que oferecem uma experiência muito melhor para quase todos os trabalhos propostos por um tablet. Com a atual estimativa de preços dos tablets que estão sendo anunciados durante os eventos que ocorrem no inicio do ano (CES e MWC) o mais barato fica a cargo do Motorola Xoom – faixa de U$799 – e a grande promessa, em questões de mercado, o LG Optimus Tab deverá chegar ao mercado europeu custando 999 euros. É algo absurdo, se pensarmos, pagar tanto para um aparelho que ainda não supre todas as necessidades que um PC ou Notebook podem oferecer.
E a situação pode piorar ainda mais para quem espera uma segunda geração do iPad (iPad 2?!). Tirando o preço das concorrentes como base e sabendo que a Apple nunca fez algo para as massas e/ou barato é de se esperar um preço bastante alto no segundo iPad. Porém não podemos descartar que a maçã pode nós surpreender e lançar um “avanço” do seu tablet com preços iguais ou próximos ao já praticado. Contudo se isso se tornar realidade, novamente o iPad poderá carecer de funções semelhantes aos das concorrentes, como no ano passado, apesar de isso não assustar tanto (mais) e nem prejudicar a experiência, se for bem elaborado (o que não duvido).
Com esses preços elevados, fica cada dia mais difícil a idéia – que antes era até cogitada – de popularizar o uso dos tablets, pelo menos por enquanto. Pelo visto algumas empresas estão considerando esse segmento de mercado como um item de luxo, mesmo limitado em experiência, e não usando esse potencial “criativo” em prol da utilização dos tablets para fins acadêmicos, profissionais e até multimídia – filmes, jogos, música e internet. E isso pode ser fatal para elas (vide o Samsung Galaxy Tab que não vendeu tanto quanto esperava-se).
É bom vermos novidades mas é melhor ainda vermos novidades com preços mais acessíveis.